14 de abril de 2011

"If everything could ever feel this real forever..."

Como alguns já devem saber, o Foo Fighters lançou nessa terça-feira (12) seu novo álbum, chamado Wasting Light. E na mesma data, a banda se apresentou no Late Show with David Letterman, onde tocaram as faixas inéditas e também alguns hits mais antigos. Para a nossa alegria, a CBS liberou o vídeo do show na íntegra. Mais de uma hora e meia de FF pra gente se deleitar e matar a saudade... Yey!!!


Lá pros 90 minutos do vídeo eles tocam Everlong, vulgo: a melhor música para se cantar debaixo do chuveiro que existe no mundo. Bora cantar juntos? rs..

And I wonder when I sing along with you
If everything could ever feel this real forever
If anything could ever be this good again
The only thing I'll ever ask of you
You've gotta promise not to stop when I say when
She sang

Bom demais! :)

Dica de Música: Meaghan Smith

Quer uma dica para adicionar à sua lista de músicas fofas? Então anote esse nome: Meaghan SmithEssa cantora canadense não é nenhuma novidade quentíssima no cenário musical, já que seu álbum (The Cricket's Orchestrasaiu no início do ano passado, mas só essa semana eu tive a sorte de "esbarrar" com a música Heartbroken em uma playlist de um site e curti a canção logo de cara. (Eu sou atrasadinha mesmo, e daí?)




Quando fui procurar o vídeo acima no YouTube, acabei por me dar conta que a Meaghan não me era estranha. Eu já tinha ouvido/visto o cover lindo que ela fez da música Here Comes Your Man, do Pixies. Essa faixa fez parte da trilha sonora do filme (500) Days of Summer e acabou dando uma visibilidade maior para a cantora - pelo menos na gringa.


O sonzinho que ela faz é classificado como "modern vintage" e dá pra notar em algumas músicas que existe mesmo uma influência antiguinha, como na ótima faixa If You Asked Me. A moça conquistou até uma estatueta de artista revelação no Juno Awards 2010. Não sei com quem ela concorria, mas achei merecido. rs.. 



Se você curtiu a pequena amostra que eu coloquei aqui, dá para conferir outras faixas no MySpace da Meaghan. E para conhecê-la melhor ou acompanhar as notícias, é só acessar o site oficial ou seguí-la no twitter. ;D

13 de abril de 2011

3 em 1 [Dia do Beijo]

[para assistir]
O Primeiro Beijo, episódio de Confissões de Adolescente (TV Cultura/1994)
A continuação tá aqui e aqui.



[para ouvir]
Beija Eu, Marisa Monte.
Música boa para chamar seu benzinho pra perto e tascar-lhe muitos beijos.



[para ler]
O Primeiro Beijo, de Clarice Lispector.
Publicado pela primeira vez no livro Felicidade Clandestina, em 1971.


Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor: Amor com o que vem junto: ciúme.

- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?

- Ele foi simples:

- Sim, já beijei antes uma mulher:

- Quem era ela? perguntou com dor:

Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer:

O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir- era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor; rir, gritar; pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.

E nem sombra de água. O jeito .era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia- a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede. enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou pôr instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, espera!: Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.

Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

O instinto animal dentro dele não errara: na Cla inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada.

O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga.

Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se sacia!: Agora podia abrir os olhos.

Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.

E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificado!; o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.

Ele a havia beijado.

Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.
Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.

Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar: A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.

Até que, vinda da profundeza de seu se!; jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...

Ele se tornara homem.

"Love out of lust"

Para ouvir em um dia de chuva e bem escondidinha debaixo do edredom. 




Rather live out a lie than live wondering
How the fire feels while burning
For life is like a flame
And the ashes for wasting
So honey don't be afraid
To dance while we're waiting
We will live longer than I will
We will be better than I was
We can cross rivers with our will
We can do better than I can
So dance while you can
Dance cause you must
Love out of lust
Dance while you can
~ "Love Out Of Lust", Lykke Li.

11 de abril de 2011

Dance like no one's watching!


Eu queria escrever um manifesto defendendo o direito de dançar sem ligar para o que os outros pensam. Nele, eu iria falar sobre como eu odeio ir à boates em Natal, onde as frescas estão mais preocupadas em fazer pose, os playbas assediam qualquer coisa que use saias e todos reparam no que você faz com aquela cara de "cheirei pum". Eu também pretendia parafrasear o ótimo texto da Tati Bernardi que dá "Vinte e quatro razões para ir a uma balada gay (por uma hetero)". E pra fechar, eu daria um depoimento de como sou completamente desajeitada, mas amo fechar os olhos e me jogar na dança como se não houvesse amanhã.

O problema é que me deu uma tremenda preguiça, sabe? [Mentira. É que eu não sei como se escreve um manifesto. rs..] Então vou resumir o que penso com a boa e velha filosofia orkutiana: DANCE LIKE NO ONE'S WATCHING! AUMENTA O SOM, MEXE ESSE CORPO, SOLTA O COISINHA DE JESUS QUE EXISTE DENTRO DE VOCÊ E SEJA FELIZ! YEAH!!! \o/


Mas cuidado pra não aloprar muito e acabar virando sucesso no YouTube, ok? ;)

29 de março de 2011

Dos Pensamentos...




Penso-te
como quem sonha uma estrela
que inventou na madrugada
e no desejo de guardá-la
viva.



Penso-te
como o claro silêncio permanente
da neve,
como a branca surpresa
de uma flor nascente.

Meu pensamento ama-te.


~ "Para Manuel Bandeira", de Zila Mamede.
~ Imagem: Jan Scholz

28 de março de 2011

"Felicidade é só questão de ser"

Para fechar essa segundona num clima bem feliz, é só apertar o play.







Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.

Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.

Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.


~ "Felicidade", do Marcelo Jeneci.