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9 de agosto de 2012

Don't grow up!

[Pensamento Benjamin Button do dia do mês passado]

A gente deveria chegar só até uma certa idade, e depois ir retrocedendo até voltar a ser criança. Já pensou esquecer todos os problemas da vida e passar a tarde pulando elástico com as amigas? Nada mau.

Crescer pra quê? 

2 de maio de 2012

Olhos de poeta

Ah, como eu queria ter olhos de poeta.


Para ver mais tirinhas lindas como essa, vai no blog do Orlandeli.

3 de abril de 2012

"Fake is the new real"

Estava eu ouvindo Alice Smith e pensando cá com os meus botões: você já teve vontade de sair com os amigos pra fazer um programa novo, mas não tinha opções? Quis comprar uma roupa original, mas só achou "o que está se usando"? Quis ouvir uma música diferente enquanto dirigia/pegava o busão, mas as rádios repetiam a mesma playlist de ontem e antes de ontem e antes de antes de ontem?  

Tem gente que diz que isso é mal de capital provinciana com complexo de interior, mas eu acho que não é só por aqui. Tá certo que a gente gosta da sensação de pertencer a algo maior, de se identificar com um grupo. É reconfortante. Mas já reparou que esse mundo está cada vez mais cheio de clones? Até na internet, onde todo mundo - teoricamente - tem voz, está faltando originalidade. Já pensou nisso? Já sentiu medo de ser engolido por essa massa e virar um robô? Já quis correr para a floresta para se unir a uma dessas tribos que nunca viu um cara-pálida e vive feliz no seu isolamento? Ai, eu já.


Full speed ahead 
Rock-n-roll is dead
The girls and boys 
From the Mickey Mouse Club
Clocked it the head
TV makes people so tired
Bored as a bird on a wire
I check the pulse 
And I light a match
And then I set the tele on 
I set the tele on fire

Tell me what's the deal
Tell me what's the deal
Cuz it really seems to me
Bona fide is a whole deal
Fake is the new real

Take a bite out of crime
Long as it's not on your dime
If honesty will put you in jail
You know that 
We're living in phony times
You say you wanna get turned on
Is it fuckmehuh.com
You take a moment 
And kick yourself
And then you drop yourself 
You drop yourself a bomb

Tell me what's the deal
Tell me what's the deal
Cuz it really seems to me
Bona fide is a whole deal
Fake is the new real

17 de março de 2012

Cuide bem do seu amor

http://icanread.tumblr.com 
Ontem eu vi esse casal de velhinhos e me peguei devaneando como as pessoas tratam o amor nos dias de hoje. Não precisa ser um grande observador para perceber que nós vivemos em uma época em que as coisas materiais são muito valorizadas e os sentimentos são cada vez mais efêmeros. O consumismo anda exagerado de um jeito, que começa a inverter nossos valores. Como dizem por aí: as pessoas amam as coisas e usam as pessoas. Já percebeu como isso vêm se espalhando como praga?
Ou vai ver não tenha a ver com o consumismo. Vai ver as pessoas perderam um pouco da fé nas relações humanas e simplesmente cansaram. Parece até que os relacionamentos se acabam por qualquer motivo besta, seja um namoro ou mesmo uma amizade. É claro que nem tudo dura para sempre. A nossa própria vida não é eterna, certo? E às vezes as pessoas precisam se afastar por uma razão ou outra da vida, coisas que a gente não pode evitar. Mas será que isso é razão para tratar as pessoas como coisas descartáveis? A gente desaprendeu a cuidar de quem a gente gosta? Será que a gente não quer mais se tornar eternamente responsável por aquilo que cativamos, heim Pequeno Príncipe?
Eu sei também que, em comparação aos nossos avós, a nossa geração goza de muita liberdade (de ser, de amar, de opinar etc) e ninguém mais é obrigado a viver em um relacionamento falido simplesmente para dar satisfação à sociedade. E isso é ótimo! Mas deveria ser usado a nosso favor e não contra. É muito prético dar as costas na primeira dificuldade, afinal a gente tem esse direito. Mas se a gente fizer isso sempre, o que nós vamos construir para o nosso futuro? Para onde vão os amores sólidos e as grandes amizades? 
Podem me chamar de ingênua (porque eu sou), mas eu acredito que tudo o que a gente precisa é de paciência e diálogo. E de carinho e consideração. E de um abraço sincero e um perdão verdadeiro. E de boa vontade e... Okay, a lista não é tão curta quando eu imaginava, mas acho que deu pra entender o recado.
A gente deveria agir como o casal de velhinhos lá em cima, entende? Arregaçar as mangas para tentar consertar as coisas, e não jogá-las fora. Se isso não funcionar, aí sim a gente pode se dar o caso como perdido. Fazer o quê, né? Mas se a gente preza por algo ou por alguém, vale a pena fazer um esforço. Na verdade, vale MUITO a pena. É como disse Herbert Vianna: "Se o seu mundo for o mundo inteiro / Sua vida, seu amor, seu lar / Cuide tudo que for verdadeiro / Deixe tudo que não for passar".

23 de fevereiro de 2012

Another Earth (another quote)

Ano passado eu havia postado que queria muito assistir ao filme Another Earth, que até então não tinha sido lançado. Daí que eu demorei "apenas" 9 meses para ver o bendito filme e me arrependi. Não de ter assistido, mas de ter esperado tanto tempo! rs..
O filme tem uma história que pode parecer depressiva, mas ela se desenrola de um jeito sensível e bem humano. Um trecho me chamou atenção, no qual Rhoda conta a John a história do cosmonauta russo. Vou colocar só a transcrição do diálogo, porque o computador que eu estou usando agora bloqueia vídeos do YouTube. ¬¬ Mas vai lá procurar o filme na locadora (se é que isso ainda existe?) ou no netflix da vida, que dentro do contexto a historinha fica ainda mais legal.  


Conhece a história do cosmonauta russo?

Então, o cosmonauta foi o primeiro homem a ir para o espaço.

Certo? Os russos vencem os americanos.

E aí ele sobe nessa grande nave espacial, mas a única parte habitável dela é muito pequena.

Então, o cosmonauta está lá, e ele tem uma janela panorâmica, através da qual está olhando e vê a curvatura da Terra… pela primeira vez.

Quero dizer, o primeiro homem a ver seu planeta natal.

E ele estava perdido naquele momento.

E, de repente, um estranho tique-taque começa a sair do painel.

Ele tira o painel de controle, pega suas ferramentas.

Tentando encontrar o som, tentando parar o som.

Mas não consegue encontrá-lo.

Não pode pará-lo.

Algumas horas desse jeito, e começa a virar tortura.

Alguns dias se passam com esse som, e ele sabe que este pequeno som vai acabar com ele.

Ele vai perder a cabeça.

O que ele vai fazer?

Ele está no espaço, sozinho, em um armário espacial.

Ele ainda tem 25 dias para conviver com esse som.

Então, o cosmonauta decide que a única maneira de salvar sua sanidade mental é se apaixonar por esse som.

Então ele fecha seus olhos e se concentra em sua imaginação, e depois ele os abre.

Ele não ouve mais o tique-taque.

Ele escuta música.

E passa o resto do seu tempo… navegando pelo espaço em êxtase total.


EDITADO: Vixi... Só hoje eu lembrei de procurar o vídeo. Aqui está, no audio original e sem legenda. Mas tudo bem, porque a historinha está toda ali em cima. :)  


1 de fevereiro de 2012

Anatomia do coração

Ah, o coração da gente! Esse órgão oco e musculoso, centro motor da circulação de sangue (já dizia o Micha!). É ele que mantêm a gente vivo, seja cumprindo seu papel fisiológico, que é importante. Seja batendo que nem um louco cada vez que a pessoa amada cheira nosso cangote, o que é indispensável para a nossa existência. É dentro dele que a gente guarda tudo o que é importante. Afinal, vocês já sabem que o coração não é assim como se pensa, nele cabe o que não cabe na dispensa e blá blá blá. Enfim... Como cabe coisa nesse danado!


10 de dezembro de 2011

10 coisas simples que me deixam feliz




Só para desanuviar, eu fiz uma lista curtinha com as pequenas coisas do dia-a-dia que levantam o meu astral:

* Ver o mar e sentir o cheiro de maresia. Infalível contra o mau humor!


* Dançar as minhas músicas preferidas sem me importar com a minha completa falta de coordenação. Tipo fazendo a Robyn, sabe? rs..

* Dar um abraço bem apertado nas pessoas que eu amo, mas vejo pouco. #FreeHugsFeelings

* Começar a ler um livro e não conseguir largar mais. E ficar com aquele gosto de quero mais. 

*  Vestir-se com capricho e receber um elogio. Mas não vale se for daquela "amiga" falsa. ¬¬

* Tomar um sorvete duplo de pinha e siriguela na Tropical. Nhami!

* Tomar uma coca-cola ou uma cerveja gelada quando você esta com muito sede. Ah, o verão...

* Tomar aquela chuveirada, passar um hidratante cheirosinho e vestir uma roupa limpinha antes de dormir. E ganhar um cheiro do boy. Ui!

* Matar a vontade de comer aquele prato que a gente deseja há dias. De preferência em porções generosas e sem culpa.

* Cheirar o cangote do meu namorado. Várias vezes ao dia. Todos os dias. E com gosto! 

O Ministério da Saúde adverte: alto astral faz bem para a vida. Faça a sua listinha e seja feliz também. =D

~ Imagem: http://mechtaniya.deviantart.com/

11 de abril de 2011

Dance like no one's watching!


Eu queria escrever um manifesto defendendo o direito de dançar sem ligar para o que os outros pensam. Nele, eu iria falar sobre como eu odeio ir à boates em Natal, onde as frescas estão mais preocupadas em fazer pose, os playbas assediam qualquer coisa que use saias e todos reparam no que você faz com aquela cara de "cheirei pum". Eu também pretendia parafrasear o ótimo texto da Tati Bernardi que dá "Vinte e quatro razões para ir a uma balada gay (por uma hetero)". E pra fechar, eu daria um depoimento de como sou completamente desajeitada, mas amo fechar os olhos e me jogar na dança como se não houvesse amanhã.

O problema é que me deu uma tremenda preguiça, sabe? [Mentira. É que eu não sei como se escreve um manifesto. rs..] Então vou resumir o que penso com a boa e velha filosofia orkutiana: DANCE LIKE NO ONE'S WATCHING! AUMENTA O SOM, MEXE ESSE CORPO, SOLTA O COISINHA DE JESUS QUE EXISTE DENTRO DE VOCÊ E SEJA FELIZ! YEAH!!! \o/


Mas cuidado pra não aloprar muito e acabar virando sucesso no YouTube, ok? ;)

4 de setembro de 2010

Bem que podia ser verão...

Eu sei que ainda temos algumas semanas de (pseudo-)inverno e uns três meses de primavera até chegarmos lá, mas vamos fazer de conta que já é verão? Siiiiim! Então, tá! Vamos fazer esse breve exercício da imaginação, just for fun!





Pra começar, feche os olhos. Fechou? Agora finge que a gente tá na beira da praia, tomando uma água de coco bem doce pra espantar a quentura. Ou uma cerveja trincando de gelada, se assim te agrada mais. Daí chega aquela bandeja com uma porção abundante de macaxeira frita e alguns caranguejos preparados no coco - daqueles com patolas avantajadas e muita carne. Nhami! x)


O que mais? Você quer um céu azul, águas claras, barquinhos no mar? Pode ser. Quer um biquíni de babadinho, maxi-óculos e um chapeu de palha pra fazer a phyna? Também pode ser. Aliás, pode tudo. Pode até botar a Garota de Ipanema pra desfilar nas areias de Bléqui Pointxi (Ponta Negra, para os leigos).


Pronto. Agora que os rapazes já estão sonhando com corpos bronzeados e as moçoilas já escolheram até a cor do esmalte que vão usar, vamos para a trilha sonora? Não sei quanto ao seu verão, mas no meu estão abolidos ritmos como axé, suingueira, funk, forró elétrico e similares. Eu atiro minha rasteira na cabeça do primeiro que ousar cantar que é praieiro, é guerreiro, tá solteiro e num sei mais o que. ¬¬


Mas enfim... Voltando à música de verdade, eu vou optar por um clichê de verão: Summertime, na voz de Billie Holiday. Eu sei que é uma escolha meio sem criatividade, mas é que além de combinar com o clima malemolente do meu verão ideal, eu ainda encontrei um clipe bem fofolete dele. Olha só:





Entra a voz do leitor: Ok, Debs. Nós já sacamos tudo. Você fez esse post todo só para nos enrolar e postar mais um daqueles vídeos que você encontra no YouTube.


Ah, tá bom! Eu confesso! Só queria mesmo era mostrar pra vocês esse videozinho bacana do anjinho safado. Vai dizer que a Billie sorridente no Sol não alegrou seu dia? Pois alegrou o meu. rs..